Novos tempos, novas geografias,
novas pedagogias?... O fio condutor destas indagações corrobora outra
indagação: somos sujeitos de direitos? Se formos, teremos que reinventar a
docência? Como deixar de sermos meros destinatários de concepções pedagógicas transpostas?
São muitas as interrogações diante de um novo contexto nacional e de
transformações internacionais significativas. São muitas inquietações diante da
exigência contemporânea em atender a um novo perfil de sujeitos com
aprendizagens pedagógicas de resistência aprendidas em práticas e ações
coletivas, no resistir à perda e na recuperação de seus territórios. São novos
atores, oriundos destas lutas!
Novas marcas de lutas e de
necessidades reivindicam novas posturas diante do nosso fazer pedagógico. Os
percursos a serem trilhados na formação docente nos exige um novo olhar para o
chão da escola, para o palco das lutas sociais! Novos sujeitos chegam às
escolas e às universidades, trazendo outras indagações para pensar e fazer Geografia
em um espaço desterritorializado, desenraizado.
Nos deparamos com exigências
curriculares que nos encurralam por dentro de uma estrutura escolar arraigada
em tempos distantes que não levam em conta a luta por direitos secularmente
negados à maioria da nossa população. Não reinventamos novas formas de ensinar
e aprender. Não temos que fazer isso! Temos que estar atentos às presenças
significativas dos sujeitos e a seus movimentos sociais e culturais, a suas
práticas de liberdade e de recuperação da humanidade roubada. Temos que
refletir sobre a condição humana de ser e de viver, logo, de ensinar e de
aprender.
O IV Simpósio de Ensino de
Geografia convida a essa reflexão, pautada na diversidade dos movimentos
sociais que nos aponta que não podemos falar de uma única Geografia, mas de
Geografias antagônicas construídas na teia das relações humanas e por e com
sujeitos de direitos. Convida a refletir sobre o antagonismo acadêmico e
processo de construção do conhecimento, sobre o enriquecimento que a
diversidade social e cultural traz às nossas salas de aula e que exigem novas
posturas pedagógicas e, porque não repensarmos a formação de novos sujeitos
pedagógicos no trato da Escola e da Ciência Geográfica, que avancem também no
reconhecimento de outros conhecimentos, outras vivências de mundo, logo, de
outras leituras de mundo, de cidade, de campo. Outras leituras de ler outras
formas de ser/viver a infância, a adolescência, a juventude, a maturidade,
portanto outras leituras de si mesmas!
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